IMPRENSA     06
 
 
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2.8.2010
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Ofício da Palavra
Para celebrar os laços históricos e literários que permeiam as relações entre Portugal e Brasil, o projeto Ofício da Palavra preparou uma semana dedicada a refletir sobre a língua portuguesa na literatura contemporânea. José Eduardo Agualusa e Gonçalo M. Tavares, escritores portugueses nascidos em Angola, são os convidados das 46ª e 47ª edições do projeto. Eles vêm a Belo Horizonte para conversar com o público sobre livros, processos de criação e o crescente interesse global sobre a literatura produzida em língua portuguesa. O encontro com José Eduardo Agualusa acontece no dia 29 de maio, terça-feira, às 19h30, no Museu de Artes e Ofícios. E o encontro com Gonçalo Tavares será realizado, excepcionalmente, dia 01 de junho, sexta-feira, às 19h30, no mesmo local. Antes do evento, durante a parte da tarde, Gonçalo Tavares vai ministrar uma oficina de literatura, batizada de Ateliê da Imaginação.

A entrada para participar do projeto Ofício da Palavra é gratuita.

José Eduardo Agualusa

Angolano nascido na cidade de Huambo, em 1960, José Eduardo Agualusa tem seus livros traduzidos em mais de 20 idiomas. O autor, que já morou em Olinda e no Rio de Janeiro, afirma que não só adora o Brasil, como se inspirou no país para produzir uma de suas mais influentes narrativas O Ano em que Zumbi Tomou o Rio (2002). Agora, suas relações com o país estão ficando ainda mais fortes: a obra O vendedor de passados (2004) está sendo adaptada pelo diretor Lula Buarque de Holanda, para as telonas. Este mesmo livro rendeu ao autor o Prêmio de Ficção Estrangeira (2007), promovido pelo diário britânico The Independent, tornando-se o primeiro escritor africano a receber a premiação.

Outras obras de destaque do autor são: Estação das Chuvas (1996), Nação Crioula (1998), A Conjura (1988), Fronteiras Perdidas (1999), Um estranho em Goa (2000), A Substância do Amor e Outras Crônicas (2000) e, mais recentemente, o título Teoria Geral do Esquecimento (2012), lançado em Portugal no início de maio. O novo livro de Agualusa conta a história de uma mulher que vai para Luanda, contra a sua vontade, e acaba ficando isolada até ser resgatada por um menino de rua.

Além da produção literária, o autor também se dedicou ao teatro e escreveu as peças Geração W, Chovem amores na Rua do Matador, em parceria com o escritor Mia Couto, e o monólogo Aquela Mulher, estrelado por Marilia Gabriela. Atualmente, ele é membro da União dos Escritores Angolanos e escreve uma crônica mensal na revista Ler e uma crônica semanal para o jornal angolano A Capital.


Gonçalo M. Tavares

Aos 42 anos, o escritor português nascido em Luanda é um fenômeno das letras contemporâneas. Em pouco mais de 10 anos de atividades, escreveu mais de 30 obras, arrebatou o público e conquistou a crítica - ele foi contemplado com alguns dos mais importantes prêmios da literatura como o Portugal Telecom, o Grande Prêmio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" e, ainda, o Prêmio José Saramago. O próprio Saramago, no discurso de atribuição do Prêmio ao romance Jerusalém (2004) afirmou que tinha vontade de lhe bater "pois ninguém escreve tão bem aos 35 anos de idade". Saramago também profetizou que ele ganharia o Nobel nos próximos 25 anos.

Muitas de suas obras deram origem, em diversos países, a peças de teatro, peças radiofônicas, curtas metragens, vídeos de arte, ópera, projetos de arquitetura, teses acadêmicas, etc. Entre elas, se destacam: a série O Bairro, ainda em fase de produção, que reúne perfis fantasiosos de escritores como o poeta francês Paul Valéry e o espiritualista sueco Emanuel Swedenborg; e a série O Reino, tetralogia completa, composta por romances robustos e sombrios, como Jerusalém e Aprender a Rezar na Era da Técnica. Em dezembro de 2011, o autor lançou outros dois livros em Portugal, ainda inéditos no Brasil: Short Movies e Canções Mexicanas.

Considerado o autor mais celebrado de sua geração, Gonçalo também é professor na Universidade Técnica de Lisboa.


Para a manutenção de suas atividades, o Museu de Artes e Ofícios conta com os patrocínios de manutenção da Oi, Contax, CEMIG, CAIXA e VALE. Apoio do Instituto Oi Futuro, Mater Dei, Itaú, CBMM, MetroBH, CBTU e Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio dos benefícios das Leis Federal, Estadual e Municipal de Incentivo à Cultura.




SERVIÇO
Ofício da Palavra com José Eduardo Agualusa
Local: Museu de Artes e Ofícios - Praça da Estação
Data: 29 de maio, às 19h30

Ofício da Palavra com Gonçalo Tavares
Local: Museu de Artes e Ofícios - Praça da Estação
Data: 1º de junho, às 19h30

Entrada franca


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