O projeto Ofício da Palavra, em sua 45ª edição, traz a Belo Horizonte a escritora e fundadora da Editora 34, Beatriz Bracher. Nome de destaque entre os autores surgidos na primeira década do século 21, Beatriz Bracher tem quatro livros publicados, sendo que o mais recente - Meu amor - ganhou o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional, como melhor livro de contos de 2009. No dia 24 de abril, terça-feira, às 19h30, no Museu de Artes e Ofícios, ela conversa com o público sobre a escrita como um importante instrumento de disseminação de ideias e agente transformador do mundo. A entrada é gratuita.
Nascida em 1961, em São Paulo, sua carreira começou, em 1988, quando se tornou uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras. Anos mais tarde, Beatriz foi uma das fundadoras da bem sucedida Editora 34, onde trabalhou de 1992 a 2000, contribuindo para a formação de um catálogo em que figuram, por exemplo, cânones da literatura russa em novas traduções. Seu primeiro livro, o romance Azul e Dura, de 2002, já foi resultado da decisão de deixar o emprego para se dedicar à escrita. Em seguida vieram outros dois romances - Não falei (2004) e Antônio (2007).
As obras de Beatriz Bracher são marcadas pela experimentação narrativa e abordam temas variados, como questões éticas, implicações políticas, preocupações estéticas, entre outros. O reconhecimento ao seu trabalho vem de críticos literários de renome, como Alcir Pecora e Roberto Schwarz, e também em forma de prêmios. Além do já citado da Biblioteca Nacional, o seu romance Antonio, recebeu em 2008 o Prêmio Jabuti (3º lugar), o Prêmio Portugal Telecom (2º lugar) e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.
Além de se destacar no meio literário, a autora também se sobressai na produção de roteiros para o cinema. Em 1994, juntamente com cineasta brasileiro Sérgio Bianchi, Beatriz desenvolveu a ideia original do filme Cronicamente inviável (2000). Recentemente, ela trabalhou ao lado do mesmo diretor no roteiro do longa-metragem Os inquilinos (2009), que recebeu o prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009. Em 2011, o filme O Abismo Prateado, com seu roteiro e direção do artista visual Karim Aïnouz, foi exibido no festival de Cannes.
Atualmente, Beatriz Bracher interrompeu a escrita de outra produção literária para se dedicar a um novo projeto para as telonas com o cineasta Hector Babenco.
Para a manutenção de suas atividades, o Museu de Artes e Ofícios conta com os patrocínios de manutenção da Oi, Contax, CEMIG, CAIXA e VALE. Apoio do Instituto Oi Futuro, Mater Dei, Itaú, CBMM, MetroBH, CBTU e Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio dos benefícios das Leis Federal, Estadual e Municipal de Incentivo à Cultura.
SERVIÇO
Ofício da Palavra com Beatriz Bracher
Local: Museu de Artes e Ofícios - Praça da Estação
Data: 24 de abril
Horário: 19h30
Entrada franca
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