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Ofício da Palavra
Na estreia da temporada 2012, o projeto Ofício da Palavra tem como convidado o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, reconhecido como uma das vozes literárias mais importantes do país. Ganhador dos maiores prêmios literários e membro da Academia Brasileira de Letras, Cony vem a Belo Horizonte para conversar com o público sobre livros, jornalismo e literatura. O encontro será realizado no dia 27 de março, terça-feira, às 19h30, no Museu de Artes e Ofícios. A entrada é gratuita.

Carlos Heitor Cony, nascido em 1926, no Rio de Janeiro, cursou humanidades e filosofia no Seminário Arquidiocesano de São José. Sua carreira no jornalismo, iniciada em 1952, no Jornal do Brasil, foi continuada no Correio da Manhã, do qual foi redator e chegou a editor. Demitiu-se do jornal em 1965, após crônica contra o Ato Institucional n. 2. Depois de várias prisões políticas durante a ditadura militar e de um período no exterior, entrou para o grupo Manchete, no qual lançou a revista Ele & Ela e dirigiu as revistas Desfile e Fatos & Fotos.

Mas foi com os romances que Cony se destacou como escritor. Entre suas obras estão: O ventre; A verdade de cada dia; Tijolo de segurança; Matéria de memória; Pessach: a travessia e Pilatos, este em 1974. Depois de um hiato de duas décadas, o autor voltou a publicar ficção com o arrebatador Quase memória, em 1995, inspirado em suas lembranças do pai, o também jornalista Ernesto Cony Filho. Desde então, tem publicado romances com regularidade, como O piano e a orquestra (1996), A Tarde da sua ausência (2003) e A morte e a Vida (2006), entre outros. Ele também já escreveu ensaios biográficos, contos e adaptações de clássicos.

Cony estreou na literatura ganhando, por duas vezes consecutivas, o Prêmio Manuel Antônio de Almeida (em 1957 e 1958). Em 1996, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto de sua obra. No mesmo ano, com o romance Quase Memória, o autor ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção, da Câmara Brasileira do Livro. Cony recebeu o mesmo prêmio duas outras vezes: uma delas, dois anos depois, pelo romance A casa do poeta trágico e outra, em 2002, com Romance sem palavras.

Reconhecido internacionalmente, Cony foi condecorado, em 1998, pelo Ministério da Cultura da França com a L'Ordre des Arts et des Lettres (Ordem das Artes e Letras, tradução livre). No Brasil, foi eleito, em 2000, como membro da Academia Brasileira de Letras.

Atualmente, Carlos Heitor Cony é colunista no jornal Folha de S.Paulo e também mantém um comentário diário na Rádio CBN, no programa Liberdade de Expressão.




SERVIÇO
Ofício da Palavra com Carlos Heitor Cony
Local: Museu de Artes e Ofícios - Praça da Estação
Data: 27 de março
Horário: 19h30
Entrada franca

Assessoria de imprensa e comunicação
Conceito Comunicação Estratégica
Laura Milan
31: 3225-1888
conceito@conceitocomunicacao.com.br
Rua Alagoas, 1314 sala 408 - Savassi - BH

 
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