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A experiência de aprender e de se construir através do contato com o outro, com os objetos e com outros tempos, nos transforma e transforma o mundo. Por vezes, ao tentar descrever o que sentimos, as palavras nos escapam. Por isso mesmo alguns pintam, outros fazem música, dançam, desenham, recortam e colam, esculpem, constroem versos e rimas. É uma forma de compartilhar os prazeres que o mundo nos oferece.
O Museu de Artes e Ofícios oferece ao público de qualquer idade um espaço instigante. Enquanto para alguns ele é fonte de descobertas curiosas, para outros ele é uma oportunidade de reviver antigas emoções. Essas experiências são registradas pelos visitantes das mais distintas formas.
Pensando na riqueza e na diversidade dessas manifestações, o Museu pretende estimulá-las e valorizá-las com um concurso aberto à participação de representantes das instituições que o visitam, escolas e projetos sociais. O visitante, integrante desses grupos, será convidado a se expressar criativamente a partir da observação do acervo do Museu e das emoções vivenciadas durante o percurso por suas galerias. A cada ano será privilegiada uma determinada faixa etária e uma forma de manifestação artística.
Música, dança, poesia, dramatização, desenho, pintura são algumas das expressões que podem ser exploradas para este registro. O concurso será realizado no segundo semestre de cada ano, sendo o edital disponibilizado no início do primeiro semestre.
Ofício e Arte 2009:
Poesia Vencedora:
Ferramenta maior:
As mãos
Maria das Graças Soares
IEMG – Instituto de Educação de Minas Gerais
Professora: Rosane Beloni
Mãos que constroem podem se transformar
Águas que correm no rio, giram moinho
Orgulho de se ver funcionar, sai o fubá
Sabedoria sem ler e escrever, com o pensamento a criar
Árvore tão grande, a canoa fez virar
Riqueza das matas, fogão a esquentar
Terra que vira telha vaso e pote, sua casa enfeitar
Entre rendas e colcha a costura completar
Sapatos e chapéus de couro a nos conquistar
Ofício ao filho ensinava, plantar e transformar
Farinha em pão no rolo de macarrão
Inteligência e sabedoria a carruagem seguia
Carro de boi cortando belas paisagens
Impossível acreditar no poder da criação
Onde funde amálgama de conhecimentos
Sala de jantar com grandes acontecimentos
Museus que guardam para si
Última peça que se fez
Sempre mostrando o tamanho da natureza
Escondida no cantinho em silêncio
Última morada, agora vigiada.
Poesias Selecinadas:
Museu de Artes e Ofícios
Alessandro Adair dos Santos Junior
E.E. Professor Antônio José Ribeiro Filho
Professora: Priscila Miranda
É história para nossa vida
E cultura para nossa alegria
Só vai quem deseja saber
Os antigos ofícios que podemos aprender!
Para quem não foi eu vou contar
Que antigamente para ser trabalhador não precisava estudar!
Só bastava ter vontade de trabalhar
No museu de Artes e Ofícios você vai ficar sabendo muita coisa
A cultura e as artes dos nossos antepassados
Você lembra a vida toda
O que mais se fala lá é do trabalhador,
E as antiguidades que há no Museu são de quem trabalhou
Para acabar eu vou contar
Que antigamente as mulheres eram craques
Em costurar
Quem entrar lá vai se surpreender
Com as multimídias que irá ver
Lá não se conta histórias de Romeu
Mas dos antepassados meus e seus
Museu
Luci de Souza Martins
Escola Estadual Coração Eucarístico
Professora: Dillan Manuel
Quando os meus olhos encontraram os seus
Meu querido Museu
te amei, à primeira vista
vi coisas de hoje, coisas antigas
trabalho de vidas, suor, gotas de
lágrimas doídas.
A cada parte uma história
Jamais tirarei da memória
A homenagem daqueles que deixaram
Estampadas em um mural ou banner
Todo o amor e dedicação dos trabalhadores
que constroem essa nação.
Por isso Museu querido
Te guardo no meu coração
Que estremecido de alegria
Te homenageia neste dia.
Artes do Ofício
Maria Vicentina Alves Melgaço
IEMG – Instituto de Educação de Minas Gerais
Professora: Rosane Beloni
O Museu de Artes e Ofícios é um espaço cultural
Peças dos séc. XVIII a XX, acervo raro e sem igual
Objetos em madeira, ferro e couro, tudo bem rudimentar
Então imaginamos como era difícil trabalhar.
Idéia brilhante, instalar em Belo Horizonte
Um museu tão importante que nos leva tão distante
A ampliar nosso horizonte, por ver a capacidade
Dos homens que tudo transformam
Para o progresso da sociedade.
O homem, com sua crescente tecnologia
Aperfeiçoou seus ofícios, sem perder a magia
Seu charme mais terno, do passado e do moderno
Que o museu retrata em perfeita harmonia.
Viagem ao Museu
Pedro Luiz Costa Rodrigues
E.E. José Pedro Pereira
Professora: Rosemary Aparecida
Numa manhã viajei
No ônibus entrei,
Com meus amigos conversei
Chegando ao Museu me encantei
Vi peças usadas no engenho
Pessoas trabalhando com desempenho!
Alicates grandes para pegar,
Coisas quentes sem se queimar!
Um vídeo assisti,
O trabalho pesado dos escravos eu vi.
Harmonia eu senti
Tantas peças como nunca vi!
Rosilândia Lopes
E.M. Caio Líbano Soares
Professora: Miriam Rezende Bueno
Não existem palavras
para decifrar o que senti
quando vi o tropeiro e o canoeiro...
calma; vou explicar
tudo isso vi no MAO
Lá vi expostas
peças de Artes e Ofícios
barbeiros e tecelãs
mineração e energia
Vou falar no popular:
energia foi o que os
trabalhadores gastaram
para fazer um trabalho
tão lindo.
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